segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Nota do PSOL-SP sobre a desocupação do Pinheirinho


Na última quarta-feira, dia 11, os moradores do Pinheirinho, uma ocupação com mais de 1600 famílias em São José dos Campos, interior de São Paulo, receberam uma ordem de despejo. Mesmo depois de tentativas de mediação por parte dos governos federal e estadual, a prefeito Eduardo Cury, do PSDB, e a juíza Márcia Loureiro seguem irredutíveis na intenção de expulsar os moradores da área, inclusive boicotando as reuniões de conciliação.


A prefeitura não oferece nenhuma alternativa para os moradores e tem colocado empecilhos à regularização da área. Pelo contrário, há um déficit de mais de 26 mil moradias na cidade e nenhuma casa sendo construída pelo CDHU.

Cabe registrar que o terreno onde aconteceu a ocupação pertence ao grupo de Naji Nahas, conhecido especulador que ficou famoso depois de ter sido acusado de quebar a bolsa de valores do RJ em operações ilegais. A dívida de IPTU do terreno é superior a 15 milhões de reais. Perguntamos: que justiça é essa que privilegia esse “cidadão” em detrimento de milhares de famílias?

Para defender o direito a uma moradia digna os mais de 5 mil moradores da área prometem resistir e já estão se preparando. O PSOL apoia o Pinheirinho e seus moradores e oferece toda ajuda que puder dar a essa luta. Também repudia qualquer tentativa de desocupação na força, o que só piorará a situação e trará ainda mais prejuízos para os moradores.

Fonte: http://psol50.org.br/

TRANSPORTE COLETIVO EM UBERLÂNDIA – A BUSCA DO LUCRO EM DETRIMENTO DOS INTERESSES E DIREITOS DA POPULAÇÃO

Por Campo Debate Socialista (Núcleo Uberlândia)
No início desse novo ano, estudantes e trabalhadores, usuários do transporte público de Uberlândia, iniciaram uma luta na cidade não apenas Contra o Aumento da Passagem de Ônibus que, de dois reais e quarenta centavos (R$2,40), passa a ser dois reais e sessenta centavos (R$2,60), mas pela Redução Imediata do Preço da Passagem e pelo Controle Integral do Transporte Coletivo pela Prefeitura Municipal.  Esse Movimento já realizou duas manifestações no centro da cidade de Uberlândia  e, com o retorno das aulas dos estudantes secundaristas em fevereiro, adquire boas perspectivas de alcançar maior apoio social.

Atualmente, a(s) empresa(s) que controla(m) o Transporte Coletivo em Uberlândia lucra(m) em média cerca de 45 milhões e 600 mil reais por ano, o que equivaleria a uma média de 3 milhões e 800 mil reais por mês. Isso significa que o aumento da passagem não se deve a maiores despesas com o transporte, mas ao desejo de obter, sempre, um LUCRO cada vez maior à custa da população. Nesse sentido, na medida em que os empresários ampliam as suas rendas, reduzem ao mesmo tempo o acesso dos moradores de Uberlândia à locomoção e, assim, o acesso ao lazer, à educação, à cultura de uma forma geral e ao poder de compra. Concretamente, o aumento da tarifa da passagem para R$2,60 significa que a visita de uma família uberlandense constituída por 4 pessoas ao Parque do Sabiá em um domingo apresenta um custo de vinte reais e oitenta centavos (R$20,80); ou significa que um trabalhador autônomo comprando 24 passagens no decorrer do mês para ir ao trabalho e retornar à sua residência de segunda à sábado gastará no decorrer do ano R$1497,60! Que lógica é essa? A quem beneficia esse reajuste da tarifa da passagem provocado pela Prefeitura Municipal em conjunto com a(s) empresa(s) que controla(m) o Transporte Coletivo em Uberlândia?

É hora de constatarmos que a Prefeitura Municipal de Uberlândia com sua Câmara de Vereadores não representa os interesses da população da cidade, mas sim os interesses pessoais de seus políticos e dos seus poucos e ricos empresários e latifundiários, algo patenteado pelo fato de que em dezembro de 2011, os vereadores da cidade de Uberlândia em sua ampla maioria aprovaram o aumento de seus próprios salários (um reajuste de 54%) e, no mesmo período, a Prefeitura Municipal decretou o injusto aumento na tarifa da passagem do Transporte Coletivo. Também é hora de refletirmos se o transporte em nossa cidade deve servir as necessidades da população ou se deve servir ao interesse dos empresários.

Nós, do Campo Debate Socialista, entendemos que o acesso ao Transporte Coletivo é um direito essencial e por isso não deve ser tratado como uma mercadoria, devendo o transporte público como um todo ser estatizado para, de fato, atender aos interesses da população. Desse modo, visando justamente o interesse da população, apoiamos e participamos do Movimento de Uberlândia pelo acesso ao transporte público. O PSOL se dispõe a contribuir na construção de outro modelo político-social, antagônico a esse que encontramos nessa cidade e em todo o país; modelo esse que consiste na busca pela ampliação do capital em detrimento dos interesses e direitos essenciais da população. Sem dúvida nenhuma, outra forma de fazer política em Uberlândia e em todo o país é possível e necessária! E o PSOL é um aliado nessa luta!

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Manifestação contra o aumento da tarifa do transporte público em Uberlândia - 13 de Janeiro de 2012

Estudantes, coletivos, entidades estudantis, trabalhador@s e movimentos populares estiveram presentes na tarde de hoje (13/01/12) no centro da cidade de Uberlândia para protestarem contra o aumento abusivo do transporte público. O Campo Debate Socialista acredita nessa causa e está na luta com os demais companheiros e companheiras por um outro modelo de transporte público. Segue abaixo algumas imagens da manifestação.