Nós, do Campo Debate Socialista – PSOL (Uberlândia), nos solidarizamos com nosso total e incondicional apoio aos trabalhadores acampados do MLT e a todos os outros trabalhadores que sofrem cotidianamente repressão e agressão por parte da Polícia Militar.
Expressamos por aqui todo o nosso apoio ao MLT e à luta cotidiana pela concretização de uma verdadeira Reforma Agrária, que na atual conjuntura é ignorada pelo Governo Federal, por adotar políticas que beneficiam a esfera do capital agrário representado pelos latifundiários, grandes monocultores e usineiros que utilizam força de trabalho em regime de semi-escravidão. Lembrando que em nossa região observamos a onda crescente de criminalização, violência e até extermínio dos lutadores lutadoras sociais do campo, como no caso das recentes execuções de três militantes do MLST em Uberlândia.
Estaremos juntos com o MLT e todos os demais Movimentos Populares na luta por uma Reforma Agrária sob o controle dos trabalhadores; e na luta contra a criminalização de todos e todas que lutam pela construção de uma sociedade justa, sem pobreza, sem exploração e sem discriminação.
Campo Debate Socialista – PSOL (Uberlândia)
Uberlândia, 9 de maio de 2012.
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SEGUE ABAIXO A NOTA DO MLT
MOVIMENTO
DE LUTA PELA TERRA
O
MLT DENUNCIA AMEAÇAS DE FAZENDEIRO E O ABUSO DE AUTORIDADE POR PARTE DE
POLICIAIS MILITARES EM UBERLANDIA-MG
No dia 05 de maio
(Sábado) as famílias acampadas na Fazenda Campanha no município de Uberlândia
na região do Triangulo Mineiro foram por duas vezes agredida e ameaçadas por
policiais militares.
Por volta das 14:00 h
três coordenadores do MLT (dois companheiros e uma companheira) acampados na
Fazenda desde dia 16 de março de 2012, foram até alcunhas pessoas que faziam
uma cerca próximo ao acampamento entre elas uns dos proprietários conhecido
como Elson e pediram para que eles parassem com a cerca pois a área estava
ocupada e o local estaria sendo colocados famílias, os mesmo atenderam sob o
argumento que estariam se informando com o advogado deles na segunda-feira, no
momento da conversa chega uma viatura da policia militar atendendo o chamado do
fazendeiro dirigindo-se ao mesmo, quando questionado por um dos coordenadores
do MLT se estariam fazendo uma ocorrência os policiais com arma em punho já
foram logo os agredindo verbalmente chamando
de vagabundos e filhos da puta e que eles eram invasores e a terra pertencia ao
fazendeiro e o mesmo podia fazer a cerca em qualquer lugar, após o ocorrido a
viatura deixa o local em alta velocidade, deixando clara a evidencia do
incentivo policial ao confronto entre as partes.
Chegada à noite por
volta das 19:00h um FIAT Uno 4 portas de cor prata com três homens passa pelo
acampamento em direção a sede da fazenda, ao retornar dessa vez só com o
condutor, o mesmo joga o carro sobre o colchete arrebentando-o e voltando deu
vários cavalos de pau e falando achou ruim cambada de vagabundos é só o começo
eu vou voltar em seguida evadiu se do local, as famílias assustadas pelas
ameaças e reconhecendo o condutor do veiculo como parente do fazendeiro ligaram
pra o 190 onde depois de muita insistência por volta das 21:00h chegam duas
viaturas da PM sob o comando do Sarg. Ribeiro com arrogância e sem dar muita
atenção ao coordenador que chamou a presença policial, desceram em direção a
sede da fazenda e depois de alguns minutos retornaram ameaçando a todos mais
uma vez com xingamentos em seguida o cabo Ronaldo e outros empunham as armas na
direção das famílias chamando para o confronto, a policia que deveria proteger
e aliviar a preocupação torna-se
opressora, nessa altura companheiros liga para os coordenadores nacionais do MLT
expondo os fatos, que de imediato pede ajuda a Dra. Marilda, ao Zé Francisco
Assessor do Incra-MG, Frei Rodrigo da Pastoral da Terra até conseguir falar com
o Dr. Afonso Henrique Promotor Agrário-MG que ao interar-se dos fatos conseguiu
enviar uma terceira viatura ao local sob o comando do Cap. Mauro, que chegam
por volta das 22:30h junto com a direção nacional do MLT, em seguida o Cap.
Mauro fala com o Dr. Afonso pelo o celular de um dos dirigentes do movimento
informando ao mesmo que ira apurar os fatos, após apurados os fatos o Cap.
Mauro na presença de todos ordena que seja feito o BO relatando tudo inclusive
a postura do Cabo Ronaldo e outros e que no final do turno enviaria por e-mail
o boletim, infelizmente para nossa surpresa o
Boletim de Ocorrência nº M6398-2012-0059227 e REDS 2012-000927940-001 não
menciona em nenhum momento a postura covarde dos policiais, omitindo os fatos
que atribui a esses policiais o descumprimento constitucional do seu dever.
Por tudo isso o MLT
reivindica a imediata investigação desse fato punindo os responsáveis com a participação da Ouvidoria Agrária
Nacional do MDA, INCRA, Promotor Agrário de Minas Gerais, Dr. Afonso Henrique,
Secretaria Especial de Direitos Humanos, Ministério da Justiça e Policia
Federal.
Por fim esse crime não
pode ficar em pune as famílias foram ameaçadas por esses fardados e fora da
lei, tanto elas como aqueles que foram testemunhas e estão qualificados no BO
teme por suas vidas.
Uberlândia, 07 de
maio de 2012
Coordenação Nacional do MLT
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